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Na noite da A?ltima segunda-feira, dia 8, em Itabaiana ai??i?? SE, ocorreu uma reuniA?o, onde foi produzida a ai???Carta de Itabaianaai??i??. Nela, produtores sergipanos reivindicam aAi??Ai??es do Governo do Estado, que possam ai???salvarai??i?? a safra do milho em Sergipe.

De acordo com o produtor de Carira, Martinho Bravo, da mesma forma que ocorreu na regiA?o Centro-Oeste do Brasil, o produtor preparou a terra e fez todos os tratos necessA?rios para o bom desempenho da lavoura de milho. ai???PorAi??m, o fenA?meno climA?ticoAi??El NiAi??o,Ai??foi pior do que todos esperavam e as chuvas nA?o chegaram como esperA?vamosai???, explicou.

OAi??El NiAi??oAi??Ai?? ocasionado pelo aquecimento anormal das A?guas do oceano PacAi??fico equatorial, um dos mais fortes de que se tem notAi??cia, segundo agA?ncias climA?ticas nacionais e internacionais, gerou altAi??ssimas temperaturas no verA?o, seguidas de atraso nas chuvas, sua mA? distribuiAi??A?o, baixAi??ssimo volume e curta duraAi??A?o.

A safra de Sergipe acontece tradicionalmente no perAi??odo de maio a novembro. O mA?s de julho Ai?? o que apresenta os maiores Ai??ndices pluviomAi??tricos. PorAi??m, no municAi??pio de Carira, um dos maiores produtores de milho, foi registrado apenas 35 milAi??metros de chuva, o que inviabilizou a safra deste ano.

O presidente da FederaAi??A?o de Agricultura e PecuA?ria de Sergipe ai??i?? FAESE, Ivan Sobral, comentou que os tAi??cnicos da AssistA?ncia TAi??cnicas e ExtensA?o Rural – ATERA?s, privadas e publicas, apontam queda de safra da ordem de 60%. Nas regiAi??es mais baixas ou que os produtores plantaram fora da janela – por erro consciente ou falhas na conduAi??A?o do plantio – a produAi??A?o Ai?? de 66 sacos por hectares, o que por si sA? jA? representa a inviabilidade da safra. ai???Hoje, os produtores tem expectativa de 33 sacos por hectares e hA? os que jA? contabilizam prejuAi??zo, com 100% de perda. Ai?? uma situaAi??A?o desesperadoraai???, observa Ivan Sobral.

Ivan afirmou ainda que a FAESE vem acompanhado o assunto hA? mais de 30 dias, conversando com produtores e acompanhando a previsA?o meteorolA?gica junto ao Centro de Meteorologia de Sergipe. ai???Colocamos o departamento tAi??cnico da FederaAi??A?o a disposiAi??A?o dos produtores para intermediar as conversas com as instituiAi??Ai??es bancA?rias e o governo a fim de cobrar uma posiAi??A?o cAi??lereai???.

Milho em Sergipe

Nos A?ltimos 15 anos, a cadeia produtora de milho tem se consolidado em Sergipe, graAi??as aos investimentos em tecnologia, trabalho e espAi??rito empreendedor dos produtores. Na A?ltima safra, o estado foi reconhecido nacionalmente como um dos mais produtivos do Brasil. Atualmente, milhares de pessoas dependem, direta ou indiretamente, da saA?de econA?mica dessa cadeia. NA?o somente os agricultores e suas famAi??lias, mas os pecuaristas, granjeiros, confinadores, industriais, comerciantes e trabalhadores do campo e dos setores urbanos correlacionados.

Carta de Itabaiana

A reuniA?o resultou em uma Carta de Itabaiana, que reivindica ao Governo do Estado algumas medidas que salvem os produtores sergipanos: acelerar a visita e inspeAi??A?o das instituiAi??Ai??es bancA?rias Ai??s plantaAi??Ai??es, para que o Programa de Garantia da Atividade AgropecuA?ria (Proagro) possa agir e estas lavouras sejam liberadas para o aproveitamento em silagem, garantindo uma renda ao produtor ou alimentaAi??A?o do gado prA?prio, uma vez que, passado a fase da pouca chuva na agricultura, jA? bate a nossa porta, a crise na pecuA?ria com pouca previsA?o de pastagens e alto custo do milho em grA?os para alimentaAi??A?o dos semoventes no perAi??odo do nosso verA?o (estaAi??A?o seca).

AlAi??m da liberaAi??A?o do Proagro que garante parte do emprAi??stimo para o custeio, os produtores tambAi??m solicitam a prorrogaAi??A?o dos emprAi??stimos normais de investimento que vencem no final do ano, afinal, com a frustraAi??A?o de safra nA?o haverA? condiAi??Ai??es para este pagamento.