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Um levantamento da produção do custo de milho de Sergipe na última quarta-feira, 15, em Itabaiana, confirmou a queda da produtividade do milho por conta da estiagem. O levantamento faz parte do projeto Campo Futuro que orienta os produtores de como calcular os custos da produção.

O Campo Futuro é um projeto nacional que acontece em todos os estados. Em Sergipe, o painel do programa acontece desde 2016 em diferentes municípios.  O painel foi conduzido por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) e contou com a participação de técnicos da Federação de Agricultura e Pecuária (Faese), bancos e produtores de milho de vários municípios.

O levantamento do custo é realizado através de uma conversa com os produtores que fornecem as informações para os técnicos do CEPEA que alimentam a planilha de custos, que será disponibilizada para os produtores. O pesquisador do CEPEA, Fernando Campello, destaca que o levantamento teve uma participação muito boa dos produtores.

“O painel foi bem discutido, uma participação muito boa dos produtores e agentes envolvidos nos setores. Isso é muito importante porque aprendemos muito com os produtores e deixamos uma contribuição e uma mensagem de que o gerenciamento é essencial. O custo da produção é informação que o produtor não pode deixar de calcular de forma correta. A região vem a três anos oscilando em queda de produtividade. O produtor precisa ter essa noção do que ele precisa produzir, qual o real custo e saber gerenciar a propriedade”, enfatizou.

O produtor de milho de Poço Verde, Gustavo Santana, reconheceu que é uma grande dificuldade do produtor calcular todos os custos. “Achei a iniciativa muito interessante. Mostrou novos horizontes para os produtores. Temos dificuldade em calcular os custos da nossa fazenda. Algumas estratégias precisam ser remanejadas. O momento como esse deve atingir mais produtores. Tinha dificuldade em chegar a custos como arrendamento e hora máquina e consegui sanar a minha dúvida”.

Dados

Após o preenchimento da planilha, foi fornecido um dado prévio, que pode sofrer alterações, do custo da produção de milho. Para o médio produtor, o custo operacional é de R$ 3.108,94 por hectare, o equivalente a 77,72 sacas por hectare de produtividade com base no preço de R$ 40 o saca de milho. Já para o pequeno produtor, o custo operacional é de R$ 2.073,35 por hectare, o equivalente a 51,83 sacas por hectare de produtividade com base no preço de R$ 40 o saco de milho.

O custo operacional envolve gastos com insumos, operações mecânicas, transporte de produção, operações terceirizadas, mão de obra, irrigação, arrendamentos, impostos e entre outros.

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE), Ivan Sobral, lembra que em 2017 a produtividade era é de 120 sacas por hectare, mas com a estiagem a produção caiu para 10 sacas de milho por hectare.

“Um prejuízo na produção que já era esperado por conta da estiagem. A perda na lavoura já está em mais de 75%. Nesse painel, os produtores foram orientados a como calcular o custo da sua produção, algo essencial principalmente neste momento de perda da produção”.

Ainda segundo o presidente Ivan Sobral, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Sergipe – Senar/SE disponibilizará treinamento para todos os produtores interessados. “Esta será uma segunda etapa do projeto em que os produtores interessados serão capacitados”.

 


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