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Produtores de 10 municípios sergipanos participaram do Circuito Agropecuário: Etapa Leite que aconteceu na última quarta-feira, 13, no município de Feira Nova. O evento realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Sergipe – Senar/SE discutiu temas como melhoramento genético e produção de milho, sorgo e milheto.

Um dos temas abordados durante o Circuito Agropecuário foi a produção de milho, sorgo e milheto. Segundo o pesquisador da Embrapa Semiárido, Rafael Dantas, o milho é a cultura mais utilizada pelos produtores, a área plantada de sorgo em Sergipe triplicou nos últimos anos e o milheto é o mais inicial.

“Estamos buscando uma quebra de cultura. O produtor não utiliza muito o milheto e o sorgo, talvez por falta de conhecimento, mas o que leva a pouca utilização dessa tecnologia é o acesso ao crédito. Normalmente, os bancos apoiam muito em Sergipe a cultura do milho e da mesma forma o seguro para a perda da safra, mas o milheto e sorgo não. Precisamos levar conhecimento ao produtor e que as instituições públicas e privadas façam com o que o produtor tenha o crédito para plantar essas culturas”, avalia Rafael.

Produtor fala sobre produção do milho, sorgo e milheto

Melhoramento genético foi outro tema discutido com os produtores.  O consultor em pecuária leiteira, Dênio Barreto Machado, destacou a importância do produtor planejar onde pretende chegar.

“Abordamos o plano genético e a necessidade do produtor ter em mente a necessidade de melhorar o seu rebanho para isso ele vai utilizar técnicas de inseminação artificial e uma boa consultoria técnica para saber sobre qual touro trabalhar. O objetivo é fazer com os produtores evoluam o rebanho para ter melhor lucratividade no futuro. Sair de um ponto de partido e chegar a um objetivo. Sempre buscando a lucratividade do negócio”.

Dênio Barreto falou sobre melhoramento genético

Dênio Barreto ainda enfatizou a importância da assistência técnica para o crescimentos dos produtores rurais. “Temos um panorama de fazendas que precisam evoluir e precisa de técnicas e a maioria não tem. É importante que o produtor saiba fazer contas e tenha uma gestão com dados da fazenda. Ele precisa saber se está ganhando dinheiro ou não. A assistência técnica vem para agregar o produtor no seu negócio e ter uma produtividade e lucratividade real no seu negócio.

Produtores

O produtor Ediberto Fontes foi um dos assistidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial do município de Porto da Folha. Mesmo após o programa, ele continua participando das ações do AteG. Ediberto falou sobre os impactos do programa na gestão da sua propriedade.

“Mudou tudo na minha vida. Não sabia dar de comida a vaca e quando entrei no programa tirava 200 litros de leite por dia e hoje tiro cerca de 400 litros por dia. Estamos sentindo um pouco de dificuldade porque não estamos tendo mais assistência veterinária, que era muito bom. Durante o programa, nós realizamos inseminação artificial e já tenho algumas bezerras nascidas, mas só vamos avaliar o resultado daqui a quatro e cinco anos”, afirmou.

Produtor Ediberto já foi assistido pelo programa

O produtor Adriano Santos Dantas do município de Riachão do Dantas é um dos 200 produtores que estão sendo assistidos pelo AteG. Segundo Adriano, um encontro discutiu temas importantes.

“Antes não fazia cálculo na minha prioridade e isso mudou. Um encontro maravilhoso. As palestras trouxeram muito conhecimento. Falou sobre o sorgo e milheto que é algo novo para gente”, afirma Adriano.