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O serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SE) finalizou o primeiro grupo do Programa Sertão Empreendedor que aconteceu no período de 2016 a 2018. O programa levou assistência técnica e capacitações que impulsionaram a produção de leite de 140 produtores em sete municípios sergipanos. O programa é desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Sergipe (Sebrae/SE).

O programa atendeu produtores de leite nos municípios de Carira, Porto da Folha, Nossa da Glória, Canindé do São Francisco, Poço Redondo, Tobias Barreto e Frei Paulo. Eles receberam visitas mensais de um técnico que orientou como gerenciar a propriedade e aumentar a produtividade. Os resultados foram apresentados durante reunião na última sexta-feira, 31, no auditório da Federação de Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE).

Os produtores participaram de nove cursos de Formação Profissional Rural (FPR): manejo alimentar, manejo sanitário, reprodutivo, manejo de ordenha, reserva alimentar, plantio de palma adensada, criação de bezerra e novilhas escrituração zootécnica e reuso de água. Também participaram de duas oficinas do Sebrae/SE, Circuitos Agropecuários, Dia de Campo, Participação em circuitos agropecuários e missão no estado de Alagoas.

A coordenadora do Sertão Empreendedor do Sebrae/SE, Ângela Souza, avalia que os resultados do primeiro grupo do Programa Sertão Empreendedor foram positivos.

“O resultado mostra que houve um ganho significativo referente a produção e nos resultados financeiros que os produtores tiveram. Aliado a isso teve uma melhora social porque melhorou a vida dessas pessoas, o resultado financeiro também trouxe esses ganhos para que as família possam viver melhor. O ambiente da produção também melhorou já que muitas implementações foram feitas voltadas para a forragem e a disponibilização e cuidado com a água usada na propriedade”.

O técnico do Senar, Elmer Andrade Santos, trabalhou durante o programa nos municípios de Carira e Poço Redondo. Para o produtor, participar do programa foi gratificante.

“Você trabalhar com o produtor diretamente é gratificante. Uma coisa que você aprendeu e se formou e agora coloca em prática. É gratificante conseguir desenvolver o proprietário economicamente e socialmente como foi através desse programa”, pontou Elmer.

O técnico ainda enfatiza que fazer anotações ainda é a principal dificuldade do produtor rural e foi o maior desafio dos técnicos do programa Sertão Empreendedor porque os dados eram fundamentais para avaliar o trabalho.

“As anotações é o que mais dificuldade. Nós precisamos de dados. As anotações em todos os aspectos, tanto na questão de custos como produtiva. Não anotar quando a vaca pariu, entrou no cio. O produtor não tem o hábito de anotar o cotidiano deles. É uma das principais problemáticas para a gente”, explica.

Resultados

Os dados levantamentos apontaram que houve um ganho significativo referente à produção, resultados financeiros e melhoria na qualidade de vida. Os dados foram mensurados através de um software de gerenciamento, Sisateg, e o software Ambitec-Agro.

Segundo a supervisora do Sertão Empreendedor, Camila Xavier, os principais impactos nos municípios foram: bem estar animal, que reflete na produtividade, e segurança alimentar, que é a qualidade do leite produzido atendendo os níveis aceitáveis pela legislação da Contagem Bacteriana Total (CBT) e a Contagem de Células Somáticas (CCS).

“O programa também notou um forte impacto no ponto de vista ambiental nas propriedades assistidas. Embora, com o aumento da produção haja uma intensificação no consumo de água, o consumo foi mais racional do que antes. Para consumir um litro de leite, o consumo de água é menor”, destacou Camila.

Nova etapa

No mês de setembro, o Senar inicia as atividades com o ‘Grupo dois’ que atenderá os municípios de Aquidabã, Feira Nova, Itabi, Monte Alegre, Nossa Senhora de Lourdes, Graccho Cardoso e Nossa Senhora das Dores.