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O programa de Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SE) está gerando impactos econômicos e sociais nas famílias assistidas. O programa mudou a história de vida do produtor rural José Alcântara Bezerra Costa  que aumentou a produção de leite e despertou o interesse da sua filha para continuar a atividade.

O produtor José Alcântara Bezerra Costa conta que nasceu e se criou no campo. Ele entrou no programa e estava pronto para desistir quando surgiu a oportunidade de participar de uma missão técnica em Alagoas e voltou motivado. Seu José achava que não era possível fazer mais de uma ordenha por dia.

“Mudou muita coisa porque eu já estava para desistir porque a gente não tinha retorno. Só tirava o leite uma vez no dia. Tinha 20 animais. Tirava de 90 a 100 litros de leite por dia. Depois do Sertão Empreendedor, comecei a tirar duas vezes por dia. Não acreditava e o técnico disse que só era selecionar os animais que eu ia baixar o custo da razão e talvez até conseguir produzir mais do que eu produzia. Hoje tiro 250 litros de leite”, lembra.

Produtor José Alcântara

A sua filha Sara Feitosa é quem ajuda o pai nas atividades. Sara já iniciou uma faculdade em Engenharia Agronômica e pretende dar continuidade a atividade desenvolvida pelo pai desde criança.

“Sara me ajuda em tudo. Como não sei ler complica na hora de comprar medicamento. Sara como já tem a leitura puxa na internet, pega um livro. Só aplico o remédio quando falo com Sara”, afirma seu José Alcântara.

Sucessão familiar

Sara conta que começou a trabalhar desde criança na propriedade dos avós. “Toda vida gostei de animal e de ficar com meu pai na roça. Pensava em cursar veterinária, mas conheci Agronomia e me apaixonei pelo curso para ajudar na gestão da propriedade”.

Para estimular mais ainda a filha, seu José Alcântara deu uma propriedade de 10 hectares para a plantação de milho para Sara. Com o lucro da safra, ela paga seu curso na faculdade em um estado vizinho.

Sara quer dar continuidade ao trabalho do pai

Sara participou de todos os treinamentos da assistência técnica. Ela conta que os cursos contribuíram para que ela permanecesse na faculdade.Os cursos contribuíram porque logo no início do programa comecei a faculdade e os cursos me incentivavam a continuar porque no início é mais teoria e é um pouco chato. Só que fazendo os cursos do sertão empreendedor que tem profissionais de várias áreas, incentivava. Fez com que eu percorresse todo o caminho e continuasse no curso”.

Ainda segundo Sara, o programa de assistência técnica trouxe grandes impactos sociais e econômicos para a sua família. “A gente não anotava nada e depois disse comecei a fazer escrituração. Anotar os animais que entraram em cio, o tempo que pariu e hoje temos um controle maior. Antes era uma ordenha e o lucro era negativo. Hoje temos duas ordenhas e temos lucro. Praticamente uma ordenha paga os custos, a outra paga um pouco do custo e as despesas de casa”.

Assistência Técnica

O programa de Assistência Técnica e Gerencial tem duração de dois anos e conta com a visita de técnicos mensais nas propriedades. Além da assistência do técnico, os produtores também passam por treinamentos em diversas áreas. Atualmente, o Senar Sergipe atende 200 produtores em 10 municípios sergipanos.