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Alimentação do rebanho e mão de obra são os maiores custos para produção de leite em Sergipe. Os dados foram apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe – CNA com base no levantamento realizado com produtores que moram na região de Aracaju e Nossa Senhora da Glória em abril.

 

O levantamento faz parte do Projeto Campo Futuro da CNA em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-ESALQ). Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, Thiago Rodrigues, a planilha de custo que é elaborada retrata a vida da propriedade do produtor rural.

 

“A CNA tem um projeto hoje que é chamado de Campo Futuro que levanta custo de produção de várias atividades agrícolas que temos no país. Recolhemos em abril os dados em Aracaju e Glória. Descrevemos para as duas regiões os sistemas produtivos de leite e o que o sistema tem de impacto. Quais são os gargalos e os maiores desafios, a melhor saída. Nós tentamos resumir em uma planilha de custo de produção a vida da propriedade do produtor para que ele tenha ideia do negócio dele e para saber onde ele pode investir”, afirma Thiago.

 

Os maiores gargalos encontrados foram o custo com a alimentação e mão de obra. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe, Ivan Sobral, destaca que um dos caminhos para vencer as dificuldades apresentadas é a assistência técnica e gerencial.

 

“Ações como a assistência técnica ajuda o produtor a avaliar o custo da sua produção e  a tomar decisões assertivas para a propriedade e melhorias nos aspectos econômicos e financeiros da atividade. Atualmente, atendemos 200 produtores através do programa de Assistência Técnica e temos resultados positivos. Eles aumentaram a produção e melhoraram a qualidade do leite”, explica.

O produtor de leite de Nossa Senhora da Glória, Marcelo Barreto, destaca a importância do projeto Campo Futuro para auxiliar o produtor no levantamento do custo da produção.

 

“É muito importante este levantamento porque os produtores trabalham e não sabem qual o seu ponto de equilíbrio e sua margem. Ele reclama que o preço do leito baixou, mas ele não sabe quanto ele gasta de fato para produzir. Um evento como este par amostrar o quanto é importante saber este custo cria o hábito do produtor saber melhor do seu negócio”, pontua.

 

Outros temas

 

Durante reunião, também foi discutida a formação da Comissão de Leite e a suspensão do ICMS do leite in natura de Alagoas que será processado em Sergipe.