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A junção de forças em prol de jovens estudantes do meio rural, residentes no município de Rio Real, na Bahia, permitiu a formação profissional de 20 jovens. Após dez meses de aulas, os alunos concluíram o Programa Jovem Aprendiz Rural, desenvolvido pelas duas regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, SENAR, e receberam seus certificados na manhã de ontem, 24.

A iniciativa teve início em fevereiro deste ano. Ao longo dos últimos meses, as atividades totalizaram 1020 horas de curso, com foco na formação técnico profissional, aulas ministradas pela equipe técnica do SENAR/SE, que fez uso do material pedagógico do SENAR/BA. “Essa é uma parceria muito forte. Quanto mais unimos forças, tornamos possível dar melhores condições de aprendizado profissionalizante para esses jovens. Estaremos juntos nas próximas turmas”, pondera Isabele Ramos, representante do SENAR/BA.

A metodologia trabalhada está de acordo com a demanda do mercado, que absorve com maior velocidade profissionais capacitados para o desenvolvimento de atividades técnicas que requerem preparação específica. “Essa foi uma experiência muito boa. 80% da turma que ingressou no curso está concluindo hoje. Alguns já serão aproveitados pela Maratá”, declara Célio Dantas, Gerente de Educação Profissional do SENAR/SE.

Cada aluno recebeu, mensalmente, meio salário mínimo, não apenas como incentivo à permanência na turma, mas em forma de remuneração pelo trabalho desenvolvido para a empresa. “O impacto na sociedade em que o programa é desenvolvido é enorme. Os jovens, que atualmente têm como objetivo profissional a inserção no mercado urbano, reconhecem, ao longo do Curso, a importância da atividade rural e os postos de trabalho ofertados pelo setor”, avalia o Presidente do Sistema FAESE/SENAR, Ivan Sobral. O valor pago a cada estudante, também dá aos jovens a possibilidade de aprender a lidar com seu dinheiro. “Muitos iniciam uma pequena economia ou passam a administrar o recurso no dia a dia com maior responsabilidade. É o resultado do seu trabalho”, complementa.

A Indústria Alimentícia Maratá foi a parceira que permitiu que o aprendizado da turma tivesse a vivência de atividades práticas baseadas no trabalho cotidiano da empresa. “Pela primeira vez, a turma foi criada só com alunos de escola agrícola. Eles participaram, com a gente, de todas as etapas da produção. Com isso, treinamos ótimos profissionais. Vamos contratar 3 agora e esperamos contratar mais deles em breve. A turma é ótima”, declara Djalma Farias, parceiro do projeto por meio da Maratá.

Para os alunos, a oportunidade foi um divisor de águas. Adelaine Santos Oliveira é Técnica em Agropecuária e ingressou no curso por meio da seleção realizada junto aos alunos da Escola Estadual José Carvalho Batista, uma Escola Agrícola de Rio Real, na Bahia. “Só tenho a agradecer ao SENAR/SE e à Maratá pela oportunidade. Eu cresci muito como pessoa e como profissional e o que a gente aprendeu aqui vamos levar para a vida”, declara.