Programa Saúde no Campo ajuda produtor rural em Brejo Grande a vencer vício em cigarro
No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, histórias de superação reforçam a importância do acesso à saúde no meio rural. Em Sergipe, o Programa Saúde no Campo, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), tem levado acompanhamento e orientação a produtores rurais e suas famílias, especialmente em regiões mais distantes e com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
Neste ano, o programa completa um ano de atuação nacional, consolidando uma proposta que vai além da produção rural: cuidar das pessoas que fazem o agro acontecer.
Foi através desse cuidado que a vida do produtor rural Silvânio Santos Onofre Feitosa, morador de Brejo Grande (SE), começou a mudar.
Durante mais de 20 anos, Silvânio conviveu com o tabagismo. O consumo chegava a cerca de 40 cigarros por dia — o equivalente a duas carteiras — hábito que trouxe consequências graves para sua saúde. Diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), ele já havia tentado parar de fumar outras vezes, sem sucesso.
A mudança começou dentro da própria família.
A irmã de Silvânio, produtora rural assistida pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) da carcinicultura do Senar Sergipe, conhecia o trabalho desenvolvido pelo Saúde no Campo e incentivou o irmão a participar do acompanhamento. A partir daí, toda a família passou a acompanhar de perto cada avanço conquistado.
Com o apoio da Técnica de Saúde Rural Michele Silva, Silvânio iniciou um processo gradual de redução do cigarro, respeitando seu tempo e suas limitações. O acompanhamento envolveu educação em saúde, metas progressivas, apoio emocional e articulação com a rede pública de saúde para tratamento complementar.
Mês após mês, o número de cigarros diminuiu.
De 40 cigarros por dia, Silvânio passou para 35, depois 30, 20, 15, até chegar à cessação completa do tabagismo no mês de março deste ano. Em abril, manteve-se sem recaídas.
Hoje, a comemoração é coletiva.
A conquista de Silvânio representa não apenas a superação de um vício, mas também uma nova perspectiva de qualidade de vida para toda a família.
Segundo a supervisora Juliane Rodrigues, o Saúde no Campo nasceu justamente para aproximar o cuidado em saúde das famílias rurais.
“O Saúde no Campo atua levando orientação, acompanhamento e educação em saúde diretamente para o meio rural. Muitas vezes atendemos produtores e famílias que estão distantes dos centros urbanos e possuem mais dificuldade de acesso aos serviços de saúde. O programa busca promover qualidade de vida, prevenção e cuidado contínuo, entendendo que o produtor precisa estar saudável para continuar produzindo e vivendo bem com sua família”, destacou.
O caso de Silvânio também evidencia o papel fundamental dos Técnicos de Saúde Rural no acompanhamento próximo e humanizado das famílias atendidas pelo programa.
Por meio da escuta qualificada, da construção de metas possíveis e do incentivo contínuo, o Saúde no Campo tem fortalecido ações de prevenção e promoção da saúde no meio rural brasileiro.
Neste Dia Mundial sem Tabaco, a história de Silvânio mostra que, com apoio, informação e acompanhamento, é possível transformar vidas, dentro e fora da porteira.