Bem-vindo ao SENAR SERGIPE
(79) 3211-3264 | (79) 3214-6817

O que você procura?



A qualidade e a eficiência do modelo de produção de leite da Nova Zelândia já é uma realidade no Brasil. Um grupo de técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) pode comprovar isso nesta quarta-feira (13/7), durante um dia de campo realizado na Fazenda Kiwi, no município de Silvânia (GO), a 200 quilômetros de Brasília. A atividade fez parte da programação do workshop “A produtividade da pecuária: a experiência da Nova Zelândia na qualidade do leite”, um evento realizado pelo Sistema CNA/SENAR em parceria com a embaixada da Nova Zelândia.

A propriedade pertence a um grupo de produtores rurais neozelandeses e investidores brasileiros e, juntamente com outra fazenda da empresa, localizada em Gameleira de Goiás, chega a produzir uma média de 27 mil litros de leite por dia. As duas propriedades contam com, aproximadamente, 4.000 animais em uma área de quase 400 hectares. A base do rebanho é gado comercial inseminado com a genética das raças Holandesa e Jérsey. A meta é padronizar o rebanho como “Jersolando” nos próximos anos.

“Eles mostram a possibilidade e a efetividade de se aplicar essas tecnologias aqui, de forma simples, eficiente e acessível aos produtores brasileiros. Essa visita permite que nós, enquanto gestores do Sistema, possamos levar para os estados e para os produtores essa experiência e mostrar para todos a possibilidade de ampliar o uso das tecnologias que estamos conhecendo aqui. O Brasil tem condições de se tornar um país de produção de leite bastante significativa, muito além do que nós já fazemos hoje”, declara o coordenador de Formação Profissional Rural do SENAR Minas, Luiz Ronilson Araújo Paiva.

A experiência proporcionou uma verdadeira aula para o grupo sobre como funciona o modelo da Nova Zelândia para produzir leite a pasto. Guiados pelo casal de proprietários e administradores das fazendas – Owen Williams e Beatriz Reis -, os técnicos do SENAR visitaram a área de pastagens com pivôs de irrigação, tiveram contato com os animais, conheceram como é feita a divisão dos piquetes rotacionados com cercas elétricas móveis e a preparação da silagem, além de visitarem a área de criação de bezerras e de ordenha. Um dos pontos que mais chamou a atenção dos visitantes foi a rentabilidade alcançada com simplicidade.

“Quando a gente vê o interesse de um neozelandês em vir produzir no Brasil e que demonstra ganhos superiores aos que tem no seu país isso, para nós, mostra que nós temos o grande desafio de levar informação e tecnologia para que os nossos produtores possam compartilhar desses mesmos ganhos”, destaca o coordenador nacional de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR, Matheus Ferreira.

As vantagens são confirmadas por Owen Williams. Natural da Nova Zelândia e com vasta experiência em pecuária de leite, ele afirma que a região de Goiás onde estão localizadas as propriedades do grupo é uma das melhores do mundo para se conseguir produtividade e rentabilidade. Não é por acaso que a perspectiva é expandir o projeto. A meta é produzir 45 mil litros de leite por dia nas duas fazendas até 2018 e alcançar a marca de 80 mil litros em 2025.

“Eu viajo por todo o mundo – Estados Unidos, Europa, Austrália, Nova Zelândia e África – e não vejo uma região melhor do que esta região produzindo leite com lucratividade. O clima aqui é fantástico, muito bom para o gado, com bastante água e excelentes solos para produzir leite a pasto com suplementos. Não tem nenhuma região no mundo como o Cerrado do Brasil. A produtividade que nós temos nessas fazendas é quatro ou cinco vezes maior do que alcançamos nas nossas fazendas na Nova Zelândia”, garante.

Benefícios para o mundo

O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, elogiou a iniciativa e disse que parcerias como essa podem aumentar a produção de leite e trazer benefícios para o mundo todo. “O mais importante desse evento é estarmos procurando uma forma de como podemos produzir mais alimentos. E é bom que o Brasil possa compartilhar com outros países da América Latina, da África, que possamos investir mais em outros países e fazer o que se está fazendo aqui: investimentos da Nova Zelândia no Brasil. É isso que a FAO promove: a cooperação entre países que tem uma tecnologia que funciona com outros países que ainda não têm desenvolvido isso, mas que pode dar certo. O importante é mapear essas práticas e promove-las para que, justamente, o mundo do futuro seja um mundo sem fome.”

A embaixadora da Nova Zelândia Caroline Bilkey destacou a importância da troca de conhecimentos entre produtores dos dois países. Para ela, a oportunidade foi “valiosa” para que os visitantes pudessem conhecer uma experiência de sucesso de aplicação da tecnologia neozelandesa na realidade do Brasil. “A Nova Zelândia é o maior exportador de leite no mundo, então os produtores têm compromisso com a qualidade e com a eficiência. O Brasil tem recursos e um potencial imenso na produção de leite. Compartilhar experiências como essa será útil para os técnicos do SENAR”, acredita.

 

Assessoria de Comunicação do SENAR


Posts Relacionados

Notícias
Produtores participam de Dia de Campo remoto sobre planejamento forrageiro
Notícias
Senar realiza curso de criação de frangos e galinhas poedeiras estilo caipira
Notícias
Inscrições abertas para o curso de cerca elétrica: instalação e funcionamento
Mais Notícias >